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"É uma oportunidade de um grupo de pessoas se
conhecerem em um nível mais profundo. Oportunidade
de se comunicarem mais aberta, real e profundamente.
É um espaço onde as pessoas podem descartar máscaras
e papéis, e expressar seu verdadeiro interior.
É também uma oportunidade de explorar novas maneiras
de ser e de se comunicar. É aproximação de pessoas
e não de papéis, como psiquiatras ou professores.
É uma chance de se conhecerem simplesmente como
uma pessoa encontrando outra pessoa. Há uma quebra
das barreiras de comunicação, permitindo que as
pessoas se aproximem com o elemento humano que
existe dentro de cada um. Aí se experimentam novas
maneiras de ser. Quem é o facilitador? A própria
palavra já o expressa. Não é um grupo que o indivíduo
conduz para um objetivo. O facilitador torna possível
às pessoas se expressarem tal como são, e as pessoas
do grupo determinam a direção. E cada um, com
isso, vai se tornando mais pessoa. São elas que
estão tentando tornar-se um ser humano mais completo.
O facilitador não tem idéia da direção das pessoas
e do grupo. Este só cria o clima para a pessoa
emergir, encoraja os outros a se expressarem e,
emergindo, a pessoa encontra sua direção. O facilitador
não é um elemento eqüidistante. Ele envolve-se
com todos os membros. Ele desempenha tal função
no início para que o grupo tome impulso, mas depois
vai se tornando um membro do grupo e isto é incentivo
aos outros. Sendo ele mesmo para os demais, faz
com que os outros vão se conhecendo mutuamente
e se tornando um membro igual aos demais"
Carl Rogers
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